O silêncio do campo foi interrompido por um cacarejo insistente vindo do quintal. Reconheci na hora.
— Giselda… — murmurei, rindo sozinha.
Me levantei devagar, estiquei os olhos e lá estava ela, no seu posto de sempre, desfilando pelo gramado com aquele andar desengonçado que só uma galinha confiante tem.
— Eu ouvi, tá? — falei, cruzando os braços e me encostando no batente da porta. — Que bom que pelo menos você nunca me bloqueou.
Ela cacarejou de novo, agora mais alto, como se respondesse.
—