O sol ainda nem tinha alcançado o alto das janelas do hospital quando Rafael recebeu a mensagem: “Reunião confirmada para hoje às 11h. É a última chance.” A tela parecia mais pesada que o próprio telefone. Ele olhou para a cama — Seu Anselmo dormia, respirando fundo, como alguém que lutou a noite inteira por cada minuto de vida.
Rafael passou a mão no rosto e deixou o celular sobre a cadeira.
A porta se abriu. O médico entrou com uma prancheta.
— Ele está reagindo devagar, mas reagindo. Isso é