As manhãs voltaram a nascer iguais na fazenda, mas o tempo já não tinha o mesmo sabor.
Isabella acordava antes do sol, como sempre, mas o silêncio parecia mais denso — o tipo de silêncio que carrega lembranças. O café no fogão de lenha fervia, o rádio sussurrava notícias da cidade, e ela seguia com a rotina, tentando não pensar. Mas bastava o vento soprar diferente, ou o tilintar de uma corda solta no violão encostado na parede, para que o peito apertasse outra vez. Desde a ligação de Rafael, d