O asfalto parecia não ter fim.
Rafael via a estrada passar pela janela da caminhonete de João, o horizonte sempre distante, e o coração preso entre a fazenda e o futuro incerto. Cada curva trazia lembranças — o riso de Isabella no estábulo, o cheiro do café de Seu Anselmo, o som dos grilos à noite. Tudo parecia perto e longe ao mesmo tempo.
— Tá quieto, rapaz. — disse João, tirando os olhos da estrada por um instante.
— Tô pensando.
— Pensando ou sentindo falta?
Rafael riu de leve.
— As duas