Belo Horizonte recebeu Isabella num dia claro, barulhento e cheio de curvas — como se quisesse se apresentar por inteiro logo de início. O trânsito apressado, as fachadas altas, o som contínuo dos ônibus e das vozes misturadas eram um contraste quase físico com a quietude da fazenda. Ainda assim, ela não se sentiu deslocada. Apenas atenta.
Dona Lourdes caminhava ao lado dela com passos firmes, bolsa pendurada no braço, o olhar curioso de quem observa sem se intimidar.
— Cidade não morde. — comen