O amanhecer não trouxe pressa. Veio suave, quase enganoso, como tantos outros. A luz entrou pelas frestas da janela e encontrou Isabella acordada, o corpo atento a sinais que ela ainda não sabia nomear por completo. Não era dor, era um chamado baixo, contínuo — como quando a terra pede água antes da chuva. Ela ficou alguns minutos respirando fundo, a mão pousada sobre a barriga. Clara respondeu com um movimento lento, decidido. Isabella sorriu sozinha.
— Eu sei. — murmurou — Eu também sinto.
Ra