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CAPÍTULO 109 - O DIA QUE NÃO PEDIU LICENÇA

O amanhecer não trouxe pressa. Veio suave, quase enganoso, como tantos outros. A luz entrou pelas frestas da janela e encontrou Isabella acordada, o corpo atento a sinais que ela ainda não sabia nomear por completo. Não era dor, era um chamado baixo, contínuo — como quando a terra pede água antes da chuva. Ela ficou alguns minutos respirando fundo, a mão pousada sobre a barriga. Clara respondeu com um movimento lento, decidido. Isabella sorriu sozinha.

— Eu sei. — murmurou — Eu também sinto.

Rafael despertou ao perceber a mudança no ritmo dela. Virou-se devagar, sem susto, como se já estivesse preparado.

— É hoje? — perguntou, num sussurro.

Isabella pensou antes de responder. Aprendera, com a fazenda e com o luto, que algumas certezas não gritam.

— Tá começando. — disse — Do jeito dela. Sem avisar muito.

Rafael sentou-se na cama, passou a mão no rosto e respirou fundo. Não havia pânico, apenas aquela mistura estranha de alegria e responsabilidade que aperta o peito.

— Então a gente va
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