O apartamento ao lado já estava vazio.
Mesmo assim, Zara não ousou soltar a voz. Desesperada, tudo o que ela pôde fazer foi cravar os dentes no pescoço de Orson.
Ele, no entanto, não soltou um único gemido de dor. Apenas segurou o queixo dela e, sem hesitar, tomou seus lábios num beijo intenso.
O quarto permanecia mergulhado na escuridão, e ao longe, o som dos fogos de artifício ainda ressoava pela janela, misturando-se ao toque insistente de um celular.
Zara ouviu o toque e empurrou Orson com a