O céu se abriu.
Não como nuvem.
Não como rasgo.
Mas como carne cósmica se partindo.
E da fenda, Valeth atravessou.
Primeiro como um deslocamento na realidade.
Como se o ar estivesse sendo dobrado por algo pesado demais para existir.
Depois como uma figura escura — não sombra, não luz.
Algo no meio.
Algo que carregava a forma de todos os medos e nenhuma forma ao mesmo tempo.
Kael deu um passo à frente, espada em punho, mesmo tremendo.
— Elyon…
— Não solta ela nem por um segundo.
Elyon colocou Lyria atrás de si, mas não para protegê-la —
e sim porque ele sabia que, ao primeiro ataque, ela ia avançar direto na frente.
— Eu nunca solto — ele disse, a voz baixa, perigosa.
O Criador do Elo ergueu o véu — rasgado, instável.
“Ele escolheu forma para lutar.
Isso significa… ele está com medo.”
Valeth tocou o chão.
E o chão morreu.
Literalmente.
Toda a neve ao redor virou poeira cinza.
Toda luz se apagou.
A Terra Entre Mundos recuou.
Como se tivesse vida.
Como se estivesse resistindo ao toque de