A Terra Entre Mundos tremia como se um coração estivesse prestes a estourar dentro dela.
O Elo — o próprio Criador — pairava diante deles como uma entidade feita de luz negra e memória.
Três símbolos brilhavam no ar:
Azul queimado (Kael)
Prateado afiado (Elyon)
Dourado partido (Lyria)
E a voz antiga repetia:
“Escolha.”
Lyria estava no centro do triângulo.
Kael à direita.
Elyon à esquerda.
O Criador à frente.
E nada segurava mais o mundo.
Kael foi o primeiro a se mover.
Não para frente.
Para trás.
Como se afastar de Lyria fosse o único jeito de não implorar.
Ele segurou a própria nuca, a respiração irregular.
— Lyria… eu…
— Se a escolha for entre a tua vida e a minha…
— Eu sempre escolho a tua.
As palavras saíram cruas, sem proteção.
Elyon virou bruscamente.
— NÃO.
Você não faz isso com ela.
Você não enfia culpa nela agora.
Kael fechou os olhos.
— Eu não tô enfiando culpa.
Eu tô libertando.
Elyon riu — um riso quebrado, tão desesperado que o vento tremeu.
— Libertando?
Você tá pedindo