O vazio respirou.
Não como vento.
Não como magia.
Mas como uma criatura gigante, antiga demais, profunda demais.
A Filha Perdida se ajoelhou — algo que ela NUNCA tinha feito.
A mãe de Lyria caiu para trás, pálida, tremendo.
Kael segurou Lyria pela cintura, instintivo.
Elyon ficou do outro lado, pronto para matar ou morrer sem hesitar.
A voz ecoou pela segunda vez — tão antiga que o ar parecia congelar com cada sílaba.
“LYRIA.”
O vazio se abriu como um véu rasgado…
…e uma figura surgiu.
Não tinha rosto.
Não tinha corpo como humanos.
Era feita de luz negra, memória, tempo, e algo que parecia… destino comprimido.
Mas quando ela falou, era clara como água:
“Eu sou o Elo.”
Lyria sentiu um arrepio subir pela espinha e se espalhar pelos ossos.
Kael cerrou o braço ao redor dela, como se pudesse protegê-la disso.
Elyon quase rosnou — postura de guerra.
A entidade caminhou sem tocar o chão.
— Eu nasci para garantir que uma herdeira sobreviva quando tudo falha.
— Eu nasci para manter a li