Esse Amor É Assim Tão Proibido?

Esse Amor É Assim Tão Proibido?PT

Romance
Última atualização: 2026-08-21
Sheid  Atualizado agora
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Índice

Há sentimentos que o tempo não consegue apagar. Rodrigo Andrés Ferrer é um homem acostumado a ter tudo sob controle. Dono de uma bem-sucedida empresa de marketing em Madrid e filho do poderoso proprietário da Ferrer Engenharia, ele construiu a própria vida longe da sombra do pai. Agora, de volta a Barcelona, uma série de mensagens misteriosas começa a perturbá-lo. Uma mulher que afirma conhecê-lo. Uma identidade que ele não consegue descobrir. E uma estranha sensação de que o passado está prestes a bater à sua porta. Alba jamais imaginou que um simples convite pudesse colocar seu passado novamente diante dos seus olhos. Quando Núria, prima de Rodrigo Andrés, a convida para sua despedida de solteira em Barcelona, Alba tenta convencer a si mesma de que está tudo bem. Afinal, ela seguiu em frente. Ou pelo menos era isso que queria acreditar. Isso faz com que ela perceba que talvez não consiga fugir para sempre daquilo que mais teme enfrentar. E, quando Rodrigo finalmente volta a cruzar o caminho dela, antigas emoções ressurgem com uma força impossível de ignorar. Só que dessa vez existem pessoas demais envolvidas, segredos demais para esconder e escolhas que podem destruir muito mais do que um relacionamento. Entre mensagens anónimas, ciúmes, amizades que se transformam, conflitos familiares e um amor que insiste em sobreviver apesar de todas as barreiras, Alba e Rodrigo terão de descobrir se aquilo que sentem é realmente errado... Ou se esse amor é assim tão proibido? Porque algumas histórias de amor não terminam quando deveriam. Elas apenas esperam o momento certo para voltar a começar.

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Capítulo 1

Prólogo - RODRIGO ANDRÉS

☆《ANOS ANTES》☆

Era fim de tarde naquele dia. O relógio na parede branca do meu escritório marcava quatro e trinta e três da tarde, jogando na minha cara que mais um dia exaustivo estava próximo do fim. Desliguei meu computador, após checar todo o trabalho do dia, e me espreguicei para trás na cadeira de couro, colocando as mãos atrás da minha cabeça.

Trabalhava como diretor-executivo de uma empresa de marketing, localizada no centro de Madrid. Era meu orgulho. Tudo que construí foi por meus próprios méritos, e não havia mais nada no mundo que me desse tanta satisfação quanto saber que não cresci na sombra do meu pai, CEO e dono majoritário de uma das maiores empresas de construção civil do país, com escritório principal localizado em Barcelona.

Não nos falávamos há muitos anos. Mais precisamente, desde que me recusei a seguir seus passos dentro da Ferrer Engenharia. Provei a mim mesmo que eu não era apenas mais um riquinho mimado herdeiro de um império. Eu poderia caminhar com os meus próprios pés, e foi o que fiz.

Vivia e respirava trabalho, mas também tinha a minha válvula de escape. Só em pensar nela toda nua para mim, meu pau já ficava ativo. Viviana era minha noiva, confidente e melhor amiga. Começamos a sair no último ano da faculdade de administração e, desde então, não nos desgrudamos mais.

Pensar na bela loira esperando-me em casa me deixava aceso e revigorado. Eu estava pronto para uma dura e suada noite de sexo bruto.

Respirei fundo e afrouxei o nó da gravata preta em volta do meu pescoço. Liguei para minha secretária para confirmar a agenda do dia seguinte, em seguida, dispensei-a. Peguei minha pasta preta sobre a mesa e saí da minha sala em direção ao elevador.

Naquela noite, faria uma bela surpresa para a minha mulher. Eu iria compensá-la um pouco pela minha ausência por causa do trabalho, que me consumia todos os dias. Foi pensando nisso que não liguei para avisá-la que estava saindo da empresa como eu fazia todos os dias. Queria surpreendê-la.

Durante o percurso, parei o sedã em frente a uma loja de vinhos exclusivos, comprei uma garrafa de Chianti Clássico, uma das bebidas que ela mais apreciava. Mais à frente, completei o presente com um elegante buquê de rosas vermelhas.

Cheguei ao apartamento que dividia com ela uma hora e meia mais cedo que o meu costume. Saí do carro, deixando a minha pasta no interior do veículo, e corri em direção ao elevador, segurando os presentes em minhas mãos. Ao chegar na sala, coloquei o vinho sobre a mesa e o buquê de rosas em cima do sofá, para então começar a tirar o terno quente que estava me sufocando.

Arregacei as mangas da camisa branca e abri alguns botões, enquanto andava. Meus nervos relaxaram instantaneamente e um sorriso lascivo surgiu em meus lábios assim que ouvi a música baixinha que vinha do nosso quarto, misturando-se ao som do chuveiro ligado.

Abri a porta devagar e entrei, tomando cuidado para não fazer barulho, maravilhando-me ao som de Secrets, do OneRepublic, uma das minhas músicas favoritas. Retirei o relógio do pulso e o coloquei sobre o criado-mudo. Logo depois, dei o mesmo tratamento ao meu cinto.

Abri mais alguns botões da camisa e andei em direção ao banheiro, na intenção de surpreendê-la, já imaginando tudo o que faria daquele momento em diante. Minhas mãos já tremiam em ânsia de tocar o corpo macio. No entanto, um som abafado, lamuriante e tão conhecido por mim, me fez parar no meio do caminho. Congelei. Era um gemido deslambido.

Senti o sangue sumir do meu corpo, dando lugar a uma mistura de confusão e raiva imensurável. Não… Não poderia ser o que eu estava pensando. Eu perderia o meu senso, seria capaz de fazer uma besteira. A passos firmes, segui até o banheiro e empurrei a porta usando toda a força que tinha, fazendo o objeto se chocar contra a parede, causando um barulho retumbante. Então, eu os vi. Minha noiva e o seu personal trainer, traindo-me descaradamente dentro da minha própria casa. No quarto em que eu dormia.

Vi o homem se encolher covardemente atrás da vagabunda. Nem ao menos teve a decência de me enfrentar. Um verdadeiro covarde, miserável.

Viviana me encarou alarmada, o peito subindo e descendo nervosamente, enquanto tentava tapar a sua vergonha com as mãos.

Fora de mim, segurei-a pelo braço bruscamente e a arrastei para fora do banheiro.

— Saia, agora! — ordenei com ódio. — Saia!

— Rodri. Meu amor… Me deixe explicar.

— Cala a boca, porra! Sua puta descarada. Eu te dei tudo, e olha como me agradece. Exijo que você saia agora mesmo, você e esse escroto covarde.

— Andrés, não pode fazer isso — o imbecil falou, vindo logo atrás.

Virei-me e cravei minha atenção em sua fisionomia, com sangue nos olhos. Parecia que o demônio havia me possuído, era a definição mais próxima de mim naquele momento.

Avancei em sua direção e o atingi com rajadas de socos no rosto. Logo depois, empurrei-o para cima da vadia. Seu queixo sangrava. Meu desejo era fazer isso a ela, mas seria covardia. Não bateria em mulher.

— Rodri, amor, me ouça. Eu…

— Saia! — eu disse, possesso. Voltando a segurá-la pelo braço, puxei-a na direção da sala.

— Por favor, espere, eu me preciso me vestir.

— Tá com vergonha agora, sua puta? Pois quero que o prédio inteiro saiba a vadia que você é!

Sem cerimônia e um pingo de remorso, abri a porta que dava acesso ao corredor e enxotei os dois para fora, da forma na qual vieram ao mundo. Eu queria humilhá-los, da mesma maneira que haviam feito comigo.

Naquele momento, prometi a mim mesmo que aquela fora a primeira e última vez que eu havia sido feito de idiota. Naquele momento, prometi a mim mesmo que nenhuma mulher teria lugar na minha vida, a não ser em cima da minha cama.

☆《DIAS ATUAIS》☆

Deixo o copo de uísque em cima do suporte prateado, próximo à banheira, e começo a abrir os botões da camisa social. Minha boca ainda lateja, ardendo devido ao soco que recebi daquele desgraçado. No entanto, sorrio. Adorei provocar a filha de Richard no dia do seu casamento. De certa forma, aquilo me deixou eriçado. Sou mesmo um cretino, confesso. Gostei de ser desafiado.

Contudo, agora, estou muito mais interessado em descarregar as energias que acumulei durante o período de estadia aqui em Nova Iorque. O trabalho é, e sempre será, a minha maior prioridade.

Enquanto fito a ruiva de lábios carnudos deliciosos, completamente nua dentro da banheira, permito que um gemido escape da minha garganta. Com o olhar fixo nos meus, ela torce uma mecha de cabelo acobreado entre os dedos e fica de joelhos dentro da banheira, deixando os seios túrgidos ao meu deleite.

Descaso os botões da minha calça e a desço junto com a cueca, fazendo meu pau saltar para fora, grande, grosso e majestoso, completamente melado com o pré-gozo.

— Gosta de chupar, querida? — provoco quando a vejo passar a língua pelos lábios e mordiscá-los, ansiosa.

— Adoro, Edward! — responde com ousadia, chamando-me com o sotaque carregado.

— Boa garota. Mostre-me o que sabe fazer. — Acaricio a pele do seu rosto, branca como porcelana, e deslizo as minhas mãos até os fios dos seus cabelos, puxando-os, direcionando a sua boca até o meu pau.

Fecho os meus olhos e trinco os dentes quando sinto a língua quente me experimentar. Logo, sou abocanhado por inteiro.

Os lábios experientes me sugam com vontade, dando beijos e lambidas estaladas deliciosas. A ruivinha sabe o que está fazendo e nada mais poderia me agradar tanto no momento. Quem diria que uma noite tão desafiadora acabaria assim, comigo em uma suíte de um hotel cinco estrelas, comendo uma mulher linda e experiente que acabei de conhecer. Do jeito que gosto.

Quando minhas bolas se tencionam e sinto a força do gozo aproximando-se, seguro seu cabelo com mais força e enfio meu caralho com vontade até a sua garganta, deixando-a entalada. Pisco descaradamente na sua direção, vendo o rosto pálido tornar-se vermelho, e então descarrego toda a minha porra dentro da sua garganta, fazendo a moça engolir cada gota.

— Isso, querida, toma tudo. Putinha, safada! — digo, satisfeito com a gula com que ela me toma.

Quando termino, deixo os meus ombros caírem, relaxados, e suspiro. Esta noite, irei me esbaldar em cada buraco que ela tem no corpo, mas, amanhã, quando o dia raiar, nem sequer lembrarei o seu nome, e então ela será só mais um número na lista de conquistas de uma noite que coleciono. Para falar a verdade, é apenas disso que preciso.

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5 - RODRIGO
6 - RODRIGO
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