Dominique Rodrigues
Caminhei lentamente para o ponto de ônibus que me levava para a pensão quando não saia com Ayla. Enquanto esperava o ônibus a anestesia do meu corpo passou e as lágrimas desceram como enxurrada dos meus olhos.
O que você achou que aconteceria? Confessa, você achou que ele iria aparecer quando estivesse sendo demitida e faria uma cena igual as que acontecem nos romances que finge não gostar.
As pessoas me olhavam sem coragem de dizer alguma coisa diante do meu descontrole emocional, até que uma senhora se aproximou e me deu um lenço de papel.
— O que houve, querida? — perguntou solicita.
Um sorriso nasceu entre minhas lágrimas quando respondi:
— Homem e trabalho. As coisas mais difíceis de se manter, mas vai passar. Só costumo ter um dia de azar por mês.
A senhora sorriu, parecia satisfeita com a minha resposta.
O meu ônibus chegou bem na hora em que ela disse:
— Tudo vai melhorar! Tenha fé.
Apenas balancei a cabeça e entrei no ônibus. Mal me atentei a aparência da