Gael Dvorak
Depois de horas procurando, encontramos papai dormindo tranquilamente no coreto de uma praça perto da nossa casa. Quando tentamos acordá-lo ele ficou resmungando que queria uma flor, até que despertou completamente, confuso por não se lembrar de como chegou ali.
O levamos para casa, para o quarto. Mamãe ficou cuidando dele e aguardando o Vitor, seu primo e médico da família.
Olhei o relógio no meu pulso. Quase onze da manhã.
— Droga! Espero que ela esteja me esperando. — Precisava conversar com Dominique ou ela poderia pensar que apenas a usei. Isso seria péssimo para os meus planos de outras noites deliciosas com ela.
Matteo me olhou curioso, mas não disse nada. Não era o tipo que se intrometia na vida de outros. Se fosse Apollo estaria rindo e dizendo que eu partiria outro coração.
Deixei na responsabilidade de Matteo tranquilizar mamãe e corri para o carro.
Cheguei em casa rapidamente, e claro que não havia nem sinal de Dominique. Pelo menos o bilhete não estava mais em