Rafaela finalmente sorriu entre as lágrimas e deu o primeiro passo em minha direção. Quando sua mão encontrou a minha, senti seus dedos gelados, mas foi o tremor do seu corpo inteiro que me desarmou no instante em que seus braços me envolveram.
Por alguns segundos, o desconforto das costelas fraturadas sumiu, anestesiado pelo perfume familiar dos seus cabelos. Parecia um sonho. Ela chorava com o peito arfante, apertando-me com um cuidado quase sagrado, como se tivesse medo de que o menor toque