Quando abri os olhos devagar, respirar ainda doía. Mas já não era aquela dor desesperadora e selvagem que me acompanhara nos dias na montanha. Era uma dor controlada, monitorada, cercada por médicos, medicamentos e pelo bipe constante dos equipamentos.
As luzes estavam mais suaves daquela vez. O teto branco e as cortinas claras confirmaram que a cirurgia finalmente havia terminado e que eu já estava em um quarto.
Levei alguns segundos para conseguir focar a visão, lutando contra o peso da anest