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CAP-2-A Queda Merecida  

Depois de uma longa viagem desde o centro de Malanje até Cacuso, Helder estacionou o carro à entrada da aldeia. O sol já descia lentamente, tingindo o céu de tons quentes e perigosos. Os dois desceram do veículo em silêncio.

Helder acompanhou Ilda até à a segunda entrada da aldeia. A mão esquerda dele deslizou pelas costas dela, num gesto instintivo, possessivo. Ilda estremeceu e afastou-se de imediato.

— Isso não está certo — disse ela, nervosa. — Nós acabámos de nos conhecer. Não podes fazer isso. Se não me respeitas, pelo menos respeita o meu noivo. Estou prestes a receber o dote.

Helder sorriu de lado, num sarcasmo contido.

— Posso ser eu a dar esse dote — respondeu, num tom calmo, quase provocador.

Ilda abanou a cabeça com firmeza.

— Eu não quero ser noiva de um homem quase velho, com a idade já a passar dos quarenta. — Fez uma pausa, respirou fundo, e completou com ironia nervosa: — Até que o senhor é bonito… bom corpo, forte, bom português apesar de ser americano, branque-lo… mas eu não quero passar a vida a cuidar do meu marido. Quero viver. Quero tempo para fazer tudo, em todos os momentos.

Helder riu baixo. Não de deboche, mas de fascínio.

Ficaram parados, frente a frente, demasiado próximos. A conversa tornava-se cada vez mais intensa, arrepiante. Ele, obsessivo, tentando forçar um laço que ainda não existia. Ela, na defensiva, lutando contra si mesma para não ceder, para não pecar contra a própria carne.

Apesar da resistência, Ilda não conseguia controlar os gestos. Passava a mão pelos cabelos, fixava os olhos nos dele. O coração batia-lhe forte — de medo e de vontade. Os lábios de Helder, o modo como se moviam enquanto falava, deixavam-na tonta, descontrolada.

Helder deu mais um passo. Aproximou-se tanto que Ilda ficou sem voz. Apenas quieta.

Foi então que uma voz rasgou o momento.

— O que pensas que estás a fazer, sua bandida?!

O irmão de Ilda aproximava-se furioso.

— Vais receber o dote, sim! — continuou ele. — Fugiste da aldeia, passaste a noite fora… nos braços desse branque-lo?!

Virou-se para Helder, apontando-lhe o dedo.

— Senhor, aconselho-te a levar o teu bebé daqui e deixar-nos em paz. Se não, não aguentarás as consequências.

O silêncio caiu pesado.

Ilda avançou um passo, colocando-se à frente de Helder.

— Cala essa boca! — gritou. — Todos nós sabemos que andas à procura de um emprego decente nas fazendas próximas. Porque não pedes trabalho em vez de fazeres ameaças?

As palavras dela ecoaram pela aldeia.

Ali, naquele instante, algo quebrou.

Depois de dizer aquilo, o irmão de Ilda assustou‑se e recuou alguns passos, tomado pela raiva. O rosto fechado deixava claro que não se agradara nem um pouco das palavras da irmã. Ainda assim, voltou a avançar, agarrou‑a pelo braço e puxou‑a para junto de si, num gesto bruto de posse. No mesmo instante, o cunhado aproximou‑se, os passos firmes, o olhar carregado de ressentimento.

— Ah… ah… — riu com desprezo. — Então o que fazes aqui? Ontem seria a nossa noite de acasalamento. Prometeste‑me. E de repente desapareceste?

Ilda tentou responder, mas as palavras morreram‑lhe na garganta. A vergonha apertou‑lhe o peito, sobretudo com Helder ali, observando tudo em silêncio. O chão pareceu pequeno demais para sustentar o peso daquele momento.

Helder, porém, não perdeu a oportunidade. A voz saiu calma, fria, quase cruel.

— Ou eu não sabia… — disse, com um meio sorriso. — Tu não me contaste que eras virgem quando assinaste o contrato?

O choque foi imediato.

Ilda empalideceu.

O irmão arregalou os olhos.

O noivo deu um passo atrás, como se tivesse sido atingido.

— Que contrato?! — gritaram quase em uníssono.

O noivo foi o primeiro a reagir, a voz tremendo de fúria.

— Tu assinas um contrato e não informas a família? Então é isso? Tu serás minha noiva, não precisas trabalhar. Eu trabalho por ti! Que contrato é esse?

Helder manteve‑se firme.

— Ela será a babá do meu filho — disse com autoridade. — Alguém se opõe? Ela receberá todos os meses cento e cinquenta dólares. Terá acesso à escola, uma vida digna e um carro à disposição para visitar a família sempre que quiser.

— Sempre que quiser?! — reagiu o noivo, exaltado. — Então ela vai morar contigo? Eu sou o noivo dela! Nós ainda não decidimos isso! Que cena é essa? Vieste estragar o nosso relacionamento!

O irmão de Ilda, percebendo a dimensão da proposta, começou a ver ali uma oportunidade. Aproximou‑se, tentando acalmar o cunhado.

— Pensa bem… isso é bom demais. O bebé não para de chorar, só o colo da Ilda o acalma. Deixa ela ir. E nós também precisamos de emprego. Queres viver de caça a vida toda? É essa vida que queres para a Ilda?

As palavras atravessaram‑na como lâminas.

Ninguém a escutava.

Ninguém lhe perguntava o que queria.

Ilda, em choque, soltou‑se do irmão e correu em direção à aldeia, as lágrimas misturando‑se com o pó da estrada. Deixou‑os para trás, discutindo o futuro que ela nunca escolhera. 

O irmão de Ilda baixou o tom, como quem percebe que exagerou e agora tenta negociar a própria dignidade. O orgulho caiu-lhe dos ombros, e no lugar surgiu um sorriso torto, interesseiro.

— Americano… americano… — disse, coçando a barba rala. — Caro branque-lo, até pareces alguém do bem. Tens boas qualidades. Pensas em investir na aldeia, criar empregos… isso é bom. Muito bom.

Deu dois passos mais perto, falando baixo, quase cúmplice.

— Que tal irmos buscar o bebé enquanto conversamos melhor? Aproveitamos e bebemos o maruvo do meu pai. — Virou-se para o cunhado e lançou-lhe um sorriso falso. — Boa caça, cunhado. Não te esqueças: vê se desta vez apanhas uma palanca negra. A aldeia vai agradecer.

O cunhado apenas soltou uma gargalhada forçada, apanhou as ferramentas e partiu, desaparecendo entre as árvores, sem olhar para trás.

O silêncio ficou pesado.

O irmão voltou-se então para Helder, agora sem disfarces.

— Sei como olhas para a Ilda — disse, direto, cruel. — Sei que ela será mais do que baba. Se é que já não dormiu nos teus braços…

Helder sentiu o estômago revirar, mas manteve-se firme, em silêncio.

— Eu posso resolver isso — continuou o homem, com a voz baixa e venenosa. — Posso desaparecer com o meu cunhado. Há tantos rios… crocodilos… acidentes acontecem. As pessoas mexem, falam, depois esquecem.

— Desde que eu vá para Luanda, tenha uma casa, mulheres todas as noites e estude administração… — sorriu, frio. — Dou-te todas as minhas irmãs. Todas. Como tu quiseres.

Aquilo foi o fundo.

Helder sentiu um peso esmagar-lhe o peito. Não era só desejo, nem obsessão. Era nojo. Era a linha que não podia ser cruzada.

Ele afastou lentamente o braço do homem do seu ombro.

— Não — disse, firme, com a voz controlada. — Sou tudo, menos assassino. E menos ainda ladrão de mulheres casadas.

O irmão de Ilda não recuou. Pelo contrário, insistiu, tentando seduzi-lo com lógica distorcida.

— O assassino serei eu. Tu ficas limpo. Ela ficará sozinha, ferida… tu aproximas-te para a consolar. E pronto. Todas as noites nos teus braços.

Helder ergueu o olhar. O que havia nele não era raiva. Era desprezo.

— Como é que tens coragem de destruir a vida da tua própria irmã por dinheiro? — disse, num tom baixo, mas cortante. — Posso ajudar a tua família. Posso investir aqui. Posso criar trabalho.

Mas nunca à custa de sangue. Nunca à custa da honra de uma mulher.

Deu um passo atrás, firme.

— Afasta-te de mim.

Cuspiu no chão, virou-se sem dizer mais nada e foi em direção ao carro buscar o filho.

O irmão de Ilda ficou parado, o rosto curvado para baixo, os punhos fechados, consumido pela frustração e pela vergonha.

Naquele momento, Helder percebeu:

o perigo já não estava apenas no desejo que sentia por Ilda.

Estava no mundo à volta dela.

E a queda… tinha começado.

“Cidade de Malange”

Helder estava ao telefone em sua casa, o rosto trincado, a mandíbula tensa, como se o assunto do outro lado da linha fosse mais grave do que aparentava. Caminhava de um lado para o outro, descalço, o peito nu marcado pelo cansaço e pelas noites mal dormidas.

Foi então que a campainha tocou.

Sem empregados.

Sem babá.

Sem paciência.

Ajeitou a calça às pressas e caminhou até à porta ainda ao telefone. Assim que abriu, antes mesmo de ver quem estava do outro lado, sentiu o cheiro — um perfume feminino forte, envolvente, quase invasivo — atravessar o portão, o quintal e invadir a casa como uma presença que não pedia permissão.

Ela entrou.

Não pediu licença.

Não cumprimentou.

Entrou como se aquela casa já lhe pertencesse.

Era a mesma mulher da casa grande, a que estava prestes a comprar o imóvel. Elegante, de saltos altos, vestida com um vestido vermelho justo, sensual, escandalosamente confiante. Os passos eram curtos, calculados, o corpo desenhado como o de uma miss, os quadris marcando presença a cada movimento. Numa mão, a bolsa. Na outra, alguns papéis.

Tirou os óculos escuros devagar, analisando Helder dos pés à cabeça, e aproveitou-se do silêncio para deslizar os dedos pelo peito dele, de forma abusiva e descarada.

Helder afastou-se de imediato.

— Desculpa… — disse ao telefone, desligando a chamada. — O que deve a tua visita à minha casa? E como conseguiu este endereço, senhora?

Ela sorriu de canto.

— Trata-me por você… ou melhor, por Cássia.

Aproximou-se ainda mais, sem respeitar espaço algum.

— Vim falar da casa. Duas noites nos teus braços, mais cinco milhões, e o negócio está fechado. — Fez uma pausa lenta. — E convenhamos… esses teus peitos… são grandes o suficiente para me deixar sem água na boca. Que formosura, rapaz.

Helder recuou um passo, o olhar frio, a voz firme.

— O que se passa aqui? Deixa os papéis. Vou lê-los depois. O meu advogado entrará em contacto contigo. Se não tens mais nada a dizer, podes sair. Estou no meio de uma reunião de negócios. Por favor… sai agora.

Cássia inclinou a cabeça, como quem aceita um desafio. O calor entre eles tornara-se quase físico. A piscina brilhava logo ali, próxima, refletindo a tensão do ambiente.

De forma calculada, fingiu torcer o pé.

Desequilibrou-se.

E caiu.

Helder tentou segurá-la, mas os dois acabaram por cair juntos na piscina. Submergiram por alguns segundos, os corpos colados, presos num abraço involuntário. Quando emergiram, a água escorria pelos cabelos e pelas roupas.

— Agora estou toda molhada… — disse ela, sorrindo. — Como vou sair assim da tua casa?

Antes que ele respondesse, Cássia puxou o vestido vermelho para cima e livrou-se dele, ficando apenas de biquíni, os seios quase à mostra, provocadora, sem qualquer pudor.

— Não fiques com vergonha… cão que ladra não morde.

Helder desviou o olhar de imediato. Saiu da piscina, entrou em casa e voltou com um roupão.

— Veste isto. — Estendeu-lhe o tecido. — Entra, aquece-te. O vestido pode secar.

Ela obedeceu, satisfeita por ter conseguido permanecer ali.

O choro do bebé ecoou pela casa.

Cássia aproximou-se, pegou-o no colo com naturalidade. O choro cessou quase de imediato. Aquilo foi suficiente para ela encontrar mais um motivo para ficar.

Nesse momento, o telefone de Helder voltou a tocar. Atendeu, o rosto fechando de novo.

— Tenho de sair. É urgente.

Ela aproximou-se dele enquanto ele se dirigia à porta.

— Amor, não saias assim… — disse, ajeitando-lhe a camisa. Aproveitou o instante e tentou beijá-lo, os lábios perigosamente perto dos dele.

Helder virou o rosto.

— Cuida bem do meu filho. — disse, seco. — Babá de aluguel.

Saiu sem olhar para trás.

Cássia ficou parada no meio da sala, o bebé tranquilo nos braços, sorrindo para si mesma, como se tudo aquilo fosse apenas o início de algo que, na cabeça dela, já estava decidido.

“Calandula”

Helder saiu de casa às pressas, conduzindo em alta velocidade rumo à cidade de Calandula. O sol já se despedia no horizonte, inclinado para o oeste, tingindo a estrada de tons alaranjados. Ao chegar, estacionou bruscamente, fechou a porta do carro, ajeitou a camisa, passou a mão pelos cabelos e entrou no Hotel Numina — um espaço simples, pequeno e discreto. Desconfiado, mas decidido, avançou.

Pegou o telefone, leu a mensagem mais uma vez e seguiu em frente até o quarto 22. A porta estava apenas encostada. Helder bateu de leve. Nenhuma resposta. Empurrou a porta e entrou.

O quarto estava vazio. As luzes apagadas. O silêncio era pesado. Ele permaneceu ali por quase uma hora, andando de um lado para o outro, inquieto, até que, já cansado e prestes a sair, ouviu passos apressados no corredor.

A porta se abriu de repente.

Ilda entrou.

Estava com os pés amarrados, os braços presos e a boca tapada, impedida de gritar. Ao ver Helder ali, seus olhos se encheram de terror. Em seus pensamentos, tudo fez sentido de forma errada: acreditou que aquele homem, em quem começava a confiar, era o responsável por aquilo.

Helder ficou em choque.

— Que loucura é essa?! — gritou, avançando para desamarrá‑la. — O que vocês estão fazendo com ela?!

Um dos homens, com um sorriso descarado, respondeu como se Helder fosse o mandante:

— Já cumprimos a nossa parte. Agora paga o que nos deve. A encomenda está aqui.

Ilda mexia a cabeça desesperadamente. Helder, tomado pela fúria, sacou a arma que trazia na cintura e apontou para eles.

— Quem vos contratou? Digam agora ou eu mato vocês aqui mesmo!

Arrancaram o pano da boca de Ilda. Ela gritou por socorro com toda a força que tinha, mas ninguém parecia ouvir. Os gritos ecoavam inúteis naquele quarto fechado.

Diante da ameaça, os homens cederam.

— Foi o Nheca, o irmão dela — disseram, apressados. — Mandou-nos fazer isso para se vingar. Disse que tu não aceitaste matar o cunhado para ficar com a Ilda.

Ao ouvir aquilo, Ilda calou-se.

Foi desamarrada, mas permaneceu paralisada, em choque, assustada, com o coração a bater descompassado. Aproximou-se instintivamente de Helder, buscando proteção.

Os homens fugiram em disparada. Helder ainda disparou um tiro para o alto e, sem perder tempo, colocou Ilda no carro e seguiu de volta para Cacuso, ligando para a polícia no caminho, decidido a denunciar o irmão dela.

Foi então que Ilda, com a voz baixa e trémula, pediu:

— Por favor… não chame a polícia. Apesar de tudo, ele é meu irmão. Eu faço qualquer coisa… qualquer coisa. Posso ser a babá do seu filho. Posso começar hoje. Mas não o prenda. Ele ajuda a minha família… as minhas irmãs pequenas.

Helder resmungou, amargo:

— As irmãs que ele quer vender?

Ilda ficou sem palavras. Mesmo assim, insistiu:

— Ainda assim… não deixe de ser meu irmão.

Helder respirou fundo.

— Eu vou contigo. Mas esquece esse assunto.

O carro seguia pela estrada escura quando Helder perguntou, já antecipando o inevitável:

— E quando descermos do carro pela segunda vez… o que diremos?

Ilda demorou alguns segundos antes de responder. Quando falou, a resposta surpreendeu-o:

— Direi que subi porque quis estar nos teus braços.

O olhar de Helder se retorceu. Ele precisou desligar o rádio, incapaz de acreditar no que ouvira.

— Vais comigo para casa hoje? — perguntou. — Aceitas ser a babá do meu filho… minha cozinheira… minha esposa de aluguel?

Ilda riu alto, quebrando a tensão e deixando Helder confuso.

— Esposa de aluguel? Agora também alugas mulheres? — ironizou. — Aqui em Malanje já não falta nada mesmo… Isso não é o que pensas. Eu tenho noivo. Só serei a babá. Arranja uma cozinheira para ti. E cumpre o salário que prometeste, senão eu vou embora.

Helder sorriu, finalmente mais calmo.

— Eu vou cumprir.

O rosto de Ilda se iluminou com um sorriso único, transparente e sincero, enquanto o carro seguia pela estrada, levando ambos para um destino que nenhum dos dois ainda compreendia… mas que já não podiam evitar.

“Cacuso”

Mais uma vez, a aldeia entrou em alvoroço.

Antes mesmo de Ilda cruzar o portão de entrada, Rebeca — sua rival, mulher que sempre disputara o amor do noivo — viu-a descer do carro de Helder. Os olhos dela brilharam de raiva e vingança. Não pensou duas vezes: virou-se e correu pela aldeia como fogo em capim seco.

— Ilda voltou! — gritava. — Desceu do carro do americano! Eu vi! Eu vi!

Em poucos minutos, o que era silêncio virou tumulto.

Homens, mulheres, jovens e velhos surgiam de todos os lados. Vozes misturavam-se, cresciam, ganhavam força.

— Pune ela!

— Pune ela!

— Adúltera!

— Adúltera!

O chão tremia sob os pés da multidão que avançava, pedras já sendo apanhadas do chão, ódio antigo misturado com inveja, medo e julgamento.

Ilda parou, o corpo paralisado. O coração batia tão forte que parecia querer sair-lhe do peito. As pernas fraquejaram.

Antes que a primeira pedra fosse lançada, Helder avançou.

Colocou-se à frente dela, abrindo os braços, o corpo largo como um escudo. O olhar dele percorreu a multidão com firmeza e fúria contida.

— Se quiserem tocar nela… — disse, a voz firme, cortando o caos — terão de passar por cima de mim primeiro.

O murmúrio vacilou por um segundo.

Foi então que o noivo de Ilda surgiu no meio da multidão. O olhar dele encontrou a cena que nunca imaginara ver: Ilda protegida, quase escondida, nos braços do americano.

O rosto empalideceu. Os olhos perderam o foco.

Sem dizer uma palavra, o corpo dele cedeu.

Caiu no chão, desacordado.

Um grito ecoou. O tumulto congelou por um instante.

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