– Como ele está? – pergunto assim que me encontro com Rodolfo no corredor do hospital.
– Ainda está em cirurgia – ele responde, com o rosto fechado.
Olho para a porta da sala de cirurgia, sentindo uma vontade desesperadora de invadir aquele espaço, de exigir respostas imediatas, mas sei que não é o momento. Já se passaram mais de quatro horas desde que Otávio foi levado para lá, e a espera parece insuportável.
– Eu disse que seria uma péssima ideia – Rodolfo diz, com um tom que mistura preocupa