Ecos nas Paredes
O dia seguinte nasceu com um nevoeiro denso envolvendo Vale das Rosas, como se a cidade estivesse mergulhada em lembranças antigas e não quisesse acordar.
Ana Luísa caminhava pelo terreno da propriedade deixada por seu tio-avô com uma prancheta improvisada em mãos.
Vestia calça de sarja, botas encharcadas do orvalho e uma blusa larga que herdara da tia Viviane.
Ao empurrar o portão enferrujado que rangia como um lamento, sentiu um arrepio subir pela espinha.
O jardim, antes