A CASA EM SILÊNCIO.
A Casa em Silêncio.
A casa nunca foi realmente silenciosa.
Ana compreendeu isso no instante em que cruzou o portão enferrujado novamente, semanas depois.
O rangido metálico não era apenas som:
Era memória reagindo ao movimento.
Cada passo no cascalho ativava ecos antigos, não como vozes, mas como sensações, o peso nos ombros, a tensão na nuca, a respiração que se ajustava sem que ela percebesse.
O silêncio da casa era um silêncio cheio.
Cheio do que fora dito ali.
Cheio do que fora descobert