A PERDA NECESSÁRIA.
A Perda Necessária.
A madrugada chegou sem cerimônia, pesada, como se tivesse sido empurrada à força para dentro da casa.
Ana estava sentada à mesa da cozinha, os braços cruzados sobre o tampo frio, olhando para um ponto indefinido na parede.
Desde o ataque na escola, algo dentro dela havia mudado de lugar.
Não era coragem, isso ela já conhecia.
Era outra coisa.
Uma consciência mais dura, mais lúcida, de que nenhuma verdade atravessa intacta um campo minado.
Rafael circulava pela casa em si