A paz não chegou como um prêmio.
Chegou como hábito.
Maya percebeu isso numa manhã comum, enquanto observava Enzo calçar os tênis sozinho, concentrado demais para aceitar ajuda. O sol entrava pela janela da cozinha, Dona Cida cantarolava baixo, e a casa parecia… viva. Não tensa. Não em espera. Viva.
— Olha, consegui — Enzo anunciou, orgulhoso.
— Conseguiu mesmo — Maya disse, sorrindo. — Próximo passo: amarrar.
Ele fez uma careta.
— Um problema de cada vez.
Ela riu. Um riso fácil, quase esquecid