Helena não se mexeu.
Nem respirou direito.
A foto na tela não era só uma imagem.
Era uma confirmação.
O quarto.
A cama.
A luz baixa.
E ela.
De costas.
Exatamente como estava agora.
O celular escapou dos dedos dela e caiu na cama.
— Não… — o som saiu fraco, quebrado.
Dante pegou o aparelho antes que ele escorregasse.
O olhar dele percorreu a imagem com atenção, como se estivesse tentando encontrar algo além do óbvio.
Mas o óbvio já era suficiente.
Alguém tinha estado ali.
Dentro.
— Essa foto não