Helena não respirava direito.
O som da própria pulsação era tão alto que parecia preencher o quarto inteiro, abafando qualquer outra coisa.
Mas não o suficiente.
Porque ela ainda conseguia ouvir.
Aquela voz.
Do outro lado da porta.
— Helena… eu sei que você está aí.
Ela fechou os olhos por um segundo, como se isso fosse apagar o que estava acontecendo.
Não apagou.
Quando abriu de novo, tudo ainda estava ali.
A porta.
O silêncio pesado.
E Dante, imóvel ao lado, com o olhar fixo, atento a cada de