Fico sem reação com o que acabou de acontecer. Nunca havia sido humilhada daquela forma. A vontade de chorar é avassaladora, mas eu me recuso a fazer isso na frente deles.
Saio sem que percebam e sigo direto para a sala da Safira. Assim que entro, ela me olha e, no mesmo instante, percebe o meu estado. Não diz nada — apenas vem em minha direção.
— O que aconteceu, Emma? Por que você está assim? — Safira pergunta, aflita, segurando meu braço.
Não consigo responder. Antes mesmo de perceber, as lágrimas já escorrem pelo meu rosto.
Ela pega um copo de água e tenta me acalmar, mas é inútil. Meu choro não cessa.
— Respira, Emma… me conta o que aconteceu — pede, preocupada.
— Eu nunca me senti assim — digo entre soluços. — Aquela mulher não tinha o direito de falar comigo daquela forma.
— Foi a senhora Amélia, não foi? — Safira fala, indignada. — Aquela mulher é insuportável. O senhor William vai ter que dar um jeito nela.
— Ela falou barbaridades para mim… — continuo, fungando. — E se o sen