Voltamos para o prédio, mas eu já não queria mais almoçar. A Safira até estranhou, porém eu disse que não estava me sentindo muito bem, então ela não fez muitas perguntas.
Mesmo assim, a Safira pediu algo para comermos. Eu belisquei alguma coisa e voltei para o trabalho. Quando me dei conta, já era hora de ir embora.
Me despeço da Safira e saio. Não quero que o senhor William me leve para casa. Ele chegou a dizer que iria me acompanhar, mas eu preciso me manter longe dele.
Não posso esquecer da esposa maluca que ele tem.
Decido chamar um Uber. Não quero ficar esperando no ponto de ônibus. O senhor William pode aparecer e querer me obrigar a ir com ele, como aconteceu na outra noite.
Fico parada na calçada enquanto o aplicativo procura um motorista. Meus braços estão cruzados contra o peito, não por causa do frio, mas pela sensação incômoda de estar sendo observada. Olho em volta algumas vezes, tentando me certificar de que o senhor William não apareceu.
Quando o Uber finalmente é acei