Saio da sala do William quase tropeçando nos próprios pensamentos. Para quê fui lá, afinal? Era para ter dito que me arrependo, que não gostei, que aquela noite foi um erro.
Mas não. Olha só o que eu fui falar.
Passo a mão no rosto, sentindo o calor subir pelas bochechas. Estou ficando louca. Só pode. Não era para ter falado nada, ainda mais depois da forma fria e ríspida com que ele me tratou só porque cheguei dez minutos atrasada. Dez minutos.
E o pior: a culpa foi dele.
Aquele idiota não sai da minha cabeça. Por isso não dormi direito, virei de um lado para o outro a noite inteira, com a voz dele, o toque dele, o olhar dele me perseguindo como se tivesse gravado na minha pele. E agora isso. Eu praticamente entreguei tudo em uma frase mal colocada.
Respiro fundo e sigo pelo corredor, tentando recompor o rosto antes que alguém perceba o caos que sinto por dentro. Vou direto para a sala da Safira. Desde que cheguei, ela tenta falar comigo, mas tive que acompanhar o William.
Bato de le