KATHERINE
A manhã começou antes do despertador tocar. A claridade da madrugada avançava devagar pelas frestas da cortina e desenhava linhas suaves no chão do quarto enquanto eu permanecia deitada por alguns segundos observando o teto, deixando o corpo despertar no próprio ritmo. O silêncio da casa tinha aquele peso tranquilo das primeiras horas do dia, quando tudo ainda parece suspenso entre a noite que terminou e a rotina que ainda vai começar. A lembrança da varanda voltou com nitidez enquant