KATHERINE
A luz do fim de tarde atravessava as janelas amplas e descia em faixas quentes sobre o piso de madeira clara, desenhando retângulos perfeitos que avançavam devagar até o tapete felpudo no centro da sala, onde um cercadinho discreto delimitava um território que já não obedecia à ordem rígida do resto da casa. A fachada externa mantinha a mesma imponência de sempre, linhas retas, vidro escuro refletindo o céu, uma entrada que dizia sem esforço que aquele lugar pertencia a alguém que não