KATHERINEDepois de vomitar, fiquei apoiada na pia com a testa encostada no mármore frio, tentando convencer o cérebro de que aquilo era estresse, vinho, adrenalina, qualquer coisa que justificasse o corpo fora de eixo, menos a possibilidade que se enfiava na mente como uma faca. Não queria dar ao Nick mais nenhum espaço dentro de mim, e mesmo assim o estômago insistia em falar, como se tivesse sido contratado para me apunhalar.Ergui o rosto e vi o reflexo no espelho: maquiagem borrada, vestido lilás amassado, cabelo preso de qualquer jeito, e o anel. O anel brilhava no dedo como se a humilhação tivesse sido escolhida com calma, como se aquela pedra fosse meu gosto e não a assinatura dele. Tentei puxá-lo e a pele ficou vermelha; tentei com sabão, água gelada, óleo, e ele não se mexeu. Parecia grudado por decisão própria.Dava para chorar, entrar em pânico, chamar alguém, mas precisava saber. Agora. Adiar significava passar a noite inteira imaginando, e coragem demais já tinha sido ga
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