Maskim
Cheguei ao hospital privado com o braço sangrando e uma dor desgraçada atravessando o corpo, mas pelo menos aqueles filhos da p.u.t.a entenderam uma coisa: ninguém aqui vai entregar a minha cabeça.
Mas a dor física não era o pior.
O pior era a certeza.
Tem um rato aqui dentro.
E rato não nasce da noite pro dia.
Rato nasce do ódio.
Minha mãe sempre disse isso. Uma pessoa que quer te prejudicar ou te odeia… ou te inveja. Não existe outra possibilidade.
Maskim: eu matei o Mr. Peterson e briguei com o Viktor, correto? — encarei o Lev. — Eu bati de frente com mais alguém aqui dentro nos últimos dias?
Lev: não… ninguém além deles.
Maskim: então foi um dos dois.
Ou alguém muito próximo a eles.
Porque alguém entregou o endereço da casa da minha mulher.
Lev passou a mão no rosto, tenso.
Lev: a médica ainda vai cuidar do teu braço e você já tá pensando em matar gente de novo…
Maskim: calma é o caralho, Lev.
Enfia essa calma no teu c.u.
Se entraram no apartamento da Antonella, foi porque