Kenji
Eu sabia que avançar sobre Moscou não seria simples, mas também não imaginei que encontraria tanta resistência logo de cara. A ordem era clara: chegar até o prédio onde Antonella, a mulher de Maskim, estava escondida. Eu tinha certeza de que ele estaria lá. Sempre esteve.
Quando invadimos o edifício e encontramos os apartamentos vazios, alguma coisa dentro de mim estourou. Perdi o controle. Quebrei móveis, joguei tudo no chão, descarreguei a raiva nas paredes de concreto. A frustração queimava no peito.
O que eu não esperava era a resposta tão rápida.
Homens armados começaram a surgir dos corredores, das escadas, dos prédios vizinhos. Não eram amadores. Eram soldados da máfia russa. O cerco se fechou rápido demais.
A troca de tiros começou pesada. Metal contra metal. Vidro estourando. Gritos ecoando nos corredores gelados. Como eu ainda não tinha visto Maskim, mandei a ordem de retirada parcial. Não fazia sentido continuar avançando sem o alvo.
Mas foi então que eu vi.
No meio d