Narrado por Anya Petrova
Acordei antes dele. Talvez fosse o instinto de professora acostumada a madrugar, talvez fosse a preocupação que ainda me corroía desde a noite anterior. Ele dormia profundamente, respiração pesada, o braço enfaixado repousando sobre o lençol. Eu poderia ficar horas apenas olhando aquele rosto — menos sombrio quando relaxado, quase sereno, como se finalmente tivesse encontrado descanso.
Levantei devagar, sem fazer barulho, e chamei Irina na cozinha.
Anya: — Irina, pode p