Narrado por Dmitri Volkov
A manhã veio cinzenta, como sempre em Moscou, e a mansão parecia carregar ainda o cheiro de perfume e mar, vestígios da nossa fuga grega. Eu deveria ter ficado. A sutura no braço lembrava a violência da noite anterior a cada movimento, e Anya fez questão de me lembrar mil vezes que repouso era ordem. Mas a cidade não espera e o que deixo para depois vira problema para quem fica.
Anya: — Dmitri, por favor, fica. Você precisa repousar. O braço ainda está inchado.
Dmitri: