Narrado por Yakov Smirnova
Entrei no escritório de Marcello como um homem que carrega o peso da falha nas costas. O velho Don estava sentado atrás da mesa de mármore, com aquele olhar frio de quem já mandou matar e dormir em paz logo depois. O relógio marcava quase meia-noite, e ele ainda lia relatórios, como se o descanso fosse um luxo reservado aos fracos.
Parei diante dele e esperei que levantasse os olhos. Quando o fez, senti o mesmo frio que senti no dia em que fui expulso da Rússia.
Marce