Narrado por Yakov
Estou acordado na penumbra do meu quarto, e a casa inteira parece respirar o mesmo rancor que eu. As paredes ainda cheiram à humilhação; cada móvel me lembra a noite em que fui arrancado da minha própria terra como se fosse lixo. A raiva não é só raiva — é um nó que aperta o peito e me impede de distinguir onde termina o ódio e começa a fome por reparação.
Penso no rosto de Marcello quando lhe contei que Volkov acolheu minha filha. A expressão dele — uma mistura de desprezo e