Maskim
Quando chegamos à praça, não foi preciso anunciar nada.
As pessoas começaram a aparecer sozinhas, uma a uma, saindo dos prédios, das portas entreabertas, das janelas. O medo sempre corre mais rápido do que qualquer ordem. Cochichos atravessavam o ar frio. Alguns curiosos. Outros apavorados. Todos atentos.
Eles sabiam que aquilo não era espetáculo.
Era aviso.
Parei no centro da praça e observei ao redor. Ninguém gritava. Ninguém se mexia demais. O silêncio era pesado, quase físico. Olhei para os homens e fiz um gesto curto.
Maskim:
— Amarra ela na cadeira.
Irina foi colocada no centro, os pulsos presos, os tornozelos firmes. O corpo tremia sem controle. Não havia mais força ali, só instinto tentando sobreviver.
Aproximei-me devagar, fazendo questão de que todos vissem.
Maskim:
— Presta atenção.
— Isso aqui não é só pra você.
— É pra todo mundo entender o que acontece quando alguém resolve brincar com a minha família.
Ela começou a chorar, a implorar, a negar tudo de novo. Falava