Maskim
Quando chegamos à praça, não foi preciso anunciar nada.
As pessoas começaram a aparecer sozinhas, uma a uma, saindo dos prédios, das portas entreabertas, das janelas. O medo sempre corre mais rápido do que qualquer ordem. Cochichos atravessavam o ar frio. Alguns curiosos. Outros apavorados. Todos atentos.
Eles sabiam que aquilo não era espetáculo.
Era aviso.
Parei no centro da praça e observei ao redor. Ninguém gritava. Ninguém se mexia demais. O silêncio era pesado, quase físico. Olhei