Antonella
Acordei e Maskim já não estava na cama.
Peguei o celular ainda sonolenta e vi que havia mandado mensagens durante a madrugada. Nenhuma resposta. Aquilo já me deixou inquieta. Ele nunca sumia assim sem avisar.
Levantei, acordei Lorena, dei banho nela com cuidado, depois cuidei de mim. Desci com ela para o café da manhã tentando manter a normalidade, mesmo com aquela sensação ruim no peito.
Quando entrei na cozinha, levei um susto.
Uma mulher mais velha estava em pé perto da mesa, organizando tudo com uma precisão quase militar. Ela me encarou por alguns segundos antes de falar.
Solange:
— Bom dia, senhora. Tudo bem? Eu me chamo Solange. Trabalho aqui. Já estou finalizando o café.
Antonella:
— Bom dia… não precisava.
Solange:
— É o meu trabalho. Se a senhora preferir que eu não faça, preciso falar com o patrão. Não quero perder meu emprego.
Antonella:
— Não, desculpa… eu só não estou acostumada. Normalmente sou eu quem faz tudo. Lava, cozinha, arruma…
Solange sorriu de leve.
S