Maskim
Eu sabia que aquela garota ia voltar fingindo normalidade. Gente como ela sempre acha que consegue limpar o próprio rastro com cara de inocente.
Mas dessa vez eu resolvi agir diferente.
Era fácil executar um homem envolvido até o pescoço. Já tinha feito isso antes.
O problema era quando se tratava de alguém que, à primeira vista, parecia apenas uma garota comum. Uma filha. Uma irmã. Uma peça que muitos acreditariam ser irrelevante.
Só que ratos não escolhem forma.
Peguei o telefone e liguei para um contato antigo. Não era polícia. Nunca foi. Era alguém que devia favores demais para dizer não. Pedi informações, pedi silêncio e pedi tempo.
Depois fui pessoalmente até a casa da mãe dela.
Conversei com a mulher com calma. Ela não sabia de nada — ou pelo menos acreditava que não sabia. Chorou. Implorou. Disse que já tinha perdido um filho e que não sobreviveria a perder a filha também.
Nada disso mudou o fato.
Mandei que arrumasse suas coisas e deixasse o território imediatamente.
N