Narrado por Darya
Quando o portão da casa do Mikhail abriu, parecia até cena de filme.
Eu, Anya e Polina estávamos na entrada, quase atropelando os empregados, tudo pra ser as primeiras a ver o herdeiro. O carro preto entrou devagar, e meu coração já veio na boca.
Darya:
— Se esse homem não descer com esse bebê em cinco segundos, eu arrombo essa porta do carro.
Anya riu nervosa.
Polina só balançou a cabeça, mas o sorriso dela entregava tudo.
A porta abriu.
Mikhail desceu primeiro, com aquela cara séria que ele acha que engana alguém, mas os olhos estavam brilhando. Nas mãos, a cadeirinha com um pacotinho azul lá dentro.
Atrás dele… veio Catarina.
Devagar, ainda andando com cuidado, o corpo cansado do parto recente, mas o rosto…
O rosto tava aceso.
Cabelos ruivos presos num coque meio torto, pele clara, olheiras leves — e mesmo assim, era a mulher mais bonita daquela cena. Deus tem seus favoritos, não é possível.
Anya levou a mão à boca, emocionada.
Anya:
— Catarina…
Catarina sorriu me