Narrado por Mikhail
A estrada até a propriedade de Dmitri sempre foi longa, mas dessa vez pareceu mais leve.
O portão principal se abriu lentamente, e eu pude ver a silhueta das duas casas ao longe — a principal, onde ele morava com Anya, e a outra, isolada, cercada de árvores antigas e um lago pequeno logo atrás.
Catarina estava no banco do passageiro, com os olhos grudados na janela.
O vento batia contra o vidro, e o cabelo dela balançava, solto, iluminado pelo sol da manhã.
Catarina: — É aqui?
Mikhail: — É. A antiga casa dos pais do Dmitri.
Ela olhou o lugar como se estivesse vendo um quadro de outra época.
A construção era enorme, mas carregava um ar diferente da mansão principal — mais silenciosa, mais íntima.
Parecia um refúgio esquecido no tempo.
Quando descemos do carro, os empregados já estavam do lado de fora.
Três mulheres e dois homens limpavam as janelas, varriam o jardim e trocavam as cortinas.
Um cheiro de madeira recém-polida misturado com o perfume de flores frescas e