MAKSIM
Comecei a raspar a cabeça da Yelena, passando a máquina em caminhos tortos, deixando a vergonha falar mais alto que qualquer grito dela.
Ela berrava como uma condenada — mas eu não dei abertura.
Ela começou essa desgraça, ela provocou Antonella, ela falou da filha dela.
Agora ia arcar.
Continuei raspando até deixar o couro cabeludo dela completamente exposto, brilhando sob a lâmpada da sala de interrogatório.
Quando terminei, ela caiu de joelhos na minha frente, tremendo.
Yelena:
Maksim, eu aprendi a lição… por favor, me deixe ir.
Eu prometo que nunca mais vou me aproximar dela, nem da filha dela.
Eu sei que você está furioso, mas… por favor… eu entendi que ela é sua mulher.
Eu entendi. Só… não faz nada comigo.
Eu não senti absolutamente nada.
Maksim:
Trinta golpes de madeira.
Bem dados.
Não quero ninguém com pena dela.
Viktor:
Chefe… — ele começou, mas não teve tempo de terminar.
Eu acertei um soco no rosto dele, tão forte que ele caiu imediatamente.
Me vir