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O DIA EM QUE ATÉ A DONA ARETA QUIS ME MATAR

MAKSIM

Eu juro por tudo que é sagrado na Rússia: tentei manter a calma.

Mas como é que eu vou manter a calma quando Antonella desce o território chorando, e eu atrás, igual um idiota desesperado, tentando impedir que ela suma da minha vista?

Quando entramos na casa, ela já estava fungando, com o rosto molhado, quase sem ar.

Areta, que estava sentada na sala com os braços cruzados, levantou tão rápido que parecia que tinha levado um tiro.

Areta: O que aconteceu, minha filha? Quem fez isso com você?

Antes que Antonella respondesse, eu entrei atrás dela — tentando controlar a respiração para não parecer culpado.

Só que aí Areta me olhou como se fosse me arrancar a alma.

E pegou a primeira coisa que viu: uma frigideira de ferro.

Eu fiquei tão surpreso que por meio segundo pensei:

“É assim que o Don da máfia russa morre? Com uma frigideira na cara?”

Maksim: Senhora Areta… por favor… não é o que a senhora está pensando…

Ela deu um passo à frente.

Eu dei um passo para trás.

A frigideira vei
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