Carol
O silêncio no quarto de hóspedes é sufocante, como se as paredes de madeira polida e os tapetes persas caros quisessem me engolir inteira. A mala está fechada na cama, o zíper ainda quente sob meus dedos, mas não me movo. Minhas pernas tremem, o eco do tapa que dei em Antony reverberando no peito, misturado com a raiva que queima como brasa. Como ele pôde? A voz dele, rouca e firme, dizendo que o bebê é um Capell, martela na minha cabeça. Ele acha que isso me prende, que esse rancho, com