Capítulo 24

Carol

O silêncio no quarto de hóspedes é sufocante, como se as paredes de madeira polida e os tapetes persas caros quisessem me engolir inteira. A mala está fechada na cama, o zíper ainda quente sob meus dedos, mas não me movo. Minhas pernas tremem, o eco do tapa que dei em Antony reverberando no peito, misturado com a raiva que queima como brasa. Como ele pôde? A voz dele, rouca e firme, dizendo que o bebê é um Capell, martela na minha cabeça. Ele acha que isso me prende, que esse rancho, com todo seu luxo, pode apagar quem sou. Mas eu não sou uma peça no jogo deles.

Sento-me na beira da cama, olhando para o celular jogado entre os cacos da xícara que quebrei. Não precisava, mas, como a senhora Capell acha que sou uma selvagem, não vou fazer com que ela mude de opinião. Observo o quarto; mesmo destruído, ele permanece lindo tudo aqui grita Capell: poder, tradição, controle. Minha mão vai à barriga, o calor da pele me ancorando, mas também me lembrando do peso que carrego. Esse bebê
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