Antony
O sol mergulha no horizonte, incendiando o céu com tons de laranja e vermelho, como se o Texas refletisse a tempestade que ruge dentro de mim. O cavalo trota firme sob meu peso, os cascos batendo na terra seca, levantando nuvens de poeira que dançam no ar quente. O vento traz o cheiro de capim queimado e feno, mas nem o ritmo constante dos galopes consegue acalmar o peso no meu peito. A cavalgada sempre foi meu refúgio, como era para meu pai quando o mundo apertava. Ele dizia que o cavalo entendia o que as palavras não diziam, que o vento limpava a alma. Mas hoje, o eco do tapa de Carol ressoa mais alto que o som dos cascos, a palma da mão dela ardendo na minha bochecha como uma marca de ferro quente. “Eu não pertenço a você nem a ninguém!”, disse ela. O que fiz? Cavei um abismo entre nós, e agora sinto-a escorregar, como areia entre os dedos.
O nome Capell pesa nos ombros, uma corrente forjada por gerações, que meu pai carregava com um orgulho silencioso. Ele me ensinou que es