O rugido do motor de um Audi R8 vermelho cortava a estrada com a leveza de uma navalha em seda. A mulher ao volante gritava de euforia, os cabelos loiros ao vento, os óculos escuros que ocupavam metade de seu rosto refletindo o sol que começava a cair. A música no volume máximo fazia vibrar os alto-falantes enquanto ela cantava e ria, e o homem ao seu lado a instigava a acelerar.
Elias.
Ultrapassavam carros com imprudência, como se a estrada fosse apenas deles. Duas almas embriagadas por adrenal