Nunca tirei a aliança.
Suspirei e mexi a sopinha de Vitor, ainda quente na panela. O cheiro se espalhou pela cozinha, trazendo uma sensação de lar. Mesmo com todas as dores, eu havia construído algo bonito ali — pequeno, modesto, mas real.
Júlio, com seu jeito gentil, continuava me ajudando sempre que podia. Quando chovia, ele fazia questão de me trazer para casa. Tinha uma picape antiga, onde colocava minha bicicleta na parte de trás. Às vezes, eu estava tão cansada que chegava a pedir a Deus que chovesse — só para