Estou no banheiro da fábrica Metalfio, finalmente.
Lavo as mãos e o rosto, e a água fria me desperta um pouco. É sexta-feira, meu turno acabou, e sinto cada músculo do meu corpo reclamar.
Passo o dia inteiro em pé, manuseando chicotes elétricos e prensando conectores. Minhas costas queimam, meus dedos doem, e às vezes me pergunto por quanto tempo ainda aguento esse ritmo.
Saio às cinco da tarde, mas acordo antes das cinco da manhã todos os dias.
O único ponto positivo da Metalfio é que fica a d