— Hoje você vai sair comigo.
A voz de Clark cortou o silêncio do quarto das empregadas. Ele estava na porta, o terno impecável, o sorriso gelado.
— Tem um jantar importante. Você vai estar deslumbrante.
Eu não respondi. Só olhei para ele, o rosto ainda dolorido do tapa da noite anterior.
As empregadas me ajudaram a me arrumar. Enquanto passavam base nos meus hematomas, uma delas sussurrou:
— A senhora está fraca demais pra sair. Machucada demais.
Eu sorri. Um sorriso amargo.
— Eu tenho escolha?