O quarto está silencioso demais.
Um silêncio que não acalma.
Um silêncio que aperta o peito, como se algo ruim estivesse criando coragem do lado de fora pronto pra entrar.
Estou sentada na cama, abraçando as próprias pernas, encarando a porta fechada como se ela pudesse se abrir sozinha a qualquer momento. O ar aqui dentro parece pesado. Cheira a coisa antiga, a casa que guarda segredos demais nas paredes. O relógio do corredor marca o tempo em batidas abafadas, lentas, como um coração cansa