Os tiros estouram no pé do morro como um aviso.
Secos. Ritmados. Cheios de ódio.
Meu corpo reage na hora. Não é medo — é instinto. Anos vivendo disso, sentindo o som da guerra vibrar no peito como um chamado. Eu olho pra Sayuri no mesmo segundo em que o barulho ecoa mais forte, e algo dentro de mim se acende.
Ela tá em pé no meio do quarto, o rosto ainda molhado de choro, o corpo tenso, mas os olhos… os olhos brilham quando ela ouve os tiros. Não é disfarçado. Não é sutil. É esperança pura naqu